Caso de sucesso: habitação inabitável após incêndio num quarto andar em Madrid

Habitação inabitável após incêndio num quarto andar em Madrid

Quando ocorre um incêndio numa habitação, o problema não termina quando as chamas são extintas. Em muitos casos, a verdadeira batalha começa depois: com a perícia, a avaliação dos danos e a coordenação entre diferentes apólices para evitar que o segurado receba menos do que lhe é devido.

Este é o caso de uma habitação situada no quarto andar em Madrid, com menos de 75 m², três quartos, cozinha e casa de banho pequenas e um pátio exterior reduzido, que ficou gravemente afetada por um incêndio.

O estado da habitação após o sinistro

O incêndio afetou significativamente a habitação:

  • Grande parte da casa ficou queimada.
  • Danos visíveis em tetos, pisos, azulejos e canalizações
  • Afectação estrutural nas áreas comuns do edifício
  • A casa ficou inabitável.

Desde o início, ficou claro que não se tratava de um sinistro simples nem de um pedido de indemnização padrão de seguro residencial.

Duas visitas periciais e desacordos fundamentais

Foi realizada uma primeira visita com o perito da seguradora, mas foi necessária uma segunda visita presencial devido aos desacordos surgidos. O perito pretendia:

  • Não aceitar a substituição de parte dos azulejos
  • Limitar a avaliação dos terrenos
  • Excluir trabalhos necessários de canalização

Este tipo de situações são comuns e geralmente resultam em indenizações reduzidas se o segurado não agir a tempo.

Relacionado com este problema: Avaliações baixas: por que o seguro subestima os danos e como reclamar

Coordenação fundamental com o seguro da comunidade

Um dos pontos mais importantes do caso foi a coordenação entre o seguro da habitação e o seguro da comunidade de proprietários.

Conseguimos coordenar o perito da comunidade para que se encarregasse dos danos comunitários, evitando assim problemas de subseguro e reclamações mal fundamentadas. Foram corretamente incluídos:

  • Tectos e abóbadas
  • Áreas do pátio exterior
  • Elementos que davam para a fachada do edifício

Este passo foi fundamental para que os danos não fossem indevidamente imputados a uma única apólice.

Mais informações sobre este tipo de situações: Seguro de comunidades de proprietários: erros comuns e como afetam a indemnização

Inabitabilidade reconhecida e coberta por ambos os seguros

Dada a extensão dos danos, reconheceu-se que a habitação estava inabitável.

Ambos os seguros assumiram esta despesa, permitindo que o segurado não tivesse de suportar custos adicionais durante a duração das obras. Mais concretamente:

  • Um hotel foi coberto durante os primeiros 10 dias.
  • Posteriormente, foi aprovado um piso com características semelhantes.
  • Montante aprovado: 1.500 € por mês
  • A cobertura mantém-se até à conclusão total da obra.

Pode aprofundar este assunto aqui: Inabitabilidade em habitações: o que é, quando se pode reclamar e como fazê-lo.

Decisão do cliente: controlo total da obra

Outro ponto importante do caso foi a decisão do cliente de não aceitar equipamentos de restauração impostos pela seguradora.

Após avaliar experiências anteriores e a real extensão dos danos, o cliente preferiu:

  • Manter o controlo direto da obra
  • Apresentar a sua própria reclamação
  • Evitar trabalhos de baixa qualidade que costumam gerar problemas a médio prazo

Esta abordagem permitiu uma reparação ajustada à realidade do sinistro e não aos mínimos que a seguradora costuma propor.

O que este caso demonstra

Este caso demonstra vários pontos-chave:

  • Um incêndio numa habitação quase nunca é um caso simples.
  • A coordenação entre apólices é fundamental para evitar subseguro
  • A inabitabilidade é um fator fundamental que muitas vezes é subestimado.
  • Aceitar sem questionar o parecer do perito pode significar perder milhares de euros.
  • Ter controlo sobre a reclamação faz toda a diferença

Se estiver numa situação semelhante, pode verificar como trabalhamos neste tipo de casos aqui: Danos em residências e empresas: como reclamar corretamente

O seu caso é semelhante a este?

Cada sinistro é diferente, mas muitos problemas se repetem: avaliações baixas, danos mal imputados, habitabilidade limitada ou apólices mal coordenadas.

Se sofreu um incêndio ou um sinistro grave na sua habitação e tem dúvidas sobre se a indemnização está correta, pode contactar-nos aqui: analise o seu caso.

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