Caso de sucesso: MataSeguros processo encerrado por baixa administrativa

Em alguns sinistros, o problema não é o dano sofrido, mas sim a forma como a apólice é gerida administrativamente. Este caso é um bom exemplo de como um erro na domiciliação bancária pode levar ao encerramento de um processo e de como este pode ser reaberto quando se demonstra que o erro não foi do segurado.

Trata-se de uma habitação afetada pela DANA cujo processo foi inicialmente rejeitado porque a apólice constava como cancelada por falta de pagamento.

O encerramento inicial do processo

Antes do sinistro, a titular tinha cancelado a apólice. Posteriormente, a própria seguradora voltou a ativá-la. O problema surgiu nesse momento:

  • Ao reativar a apólice, a seguradora utilizou números de conta antigos.
  • Os dados bancários atualizados da segurada não foram utilizados.
  • A tentativa de débito da fatura numa conta bancária que já não existia

Como consequência, o débito não foi efetuado corretamente e, após a ocorrência do DANA, a seguradora comunicou que a apólice não estava em vigor na data do sinistro.

O processo foi encerrado alegando falta de pagamento.

Regularização posterior e encerramento do caso

Uma vez detectado o problema, a situação foi regularizada 40 dias após a DANA, sendo pago o prémio correspondente.

No entanto, apesar da regularização, a seguradora manteve a sua posição inicial e encerrou o processo, alegando que o pagamento não tinha sido efetuado dentro do prazo.

Perante esta situação, o caso foi arquivado, não por falta de danos, mas por cansaço e bloqueio administrativo.

Revisão do caso e provas fundamentais

Ao analisar o processo detalhadamente, identificou-se um ponto determinante: o erro não era imputável à segurada, mas sim à utilização de dados bancários incorretos por parte da seguradora. Conseguiu-se apresentar:

  • Um documento emitido pela corretora explicando o erro na domiciliação
  • Uma captura de ecrã que comprovava que o recibo tinha sido enviado para uma conta bancária inexistente.
  • A rastreabilidade completa do processo de reativação da apólice

Essa documentação permitiu demonstrar que havia vontade de pagar e que a recusa se baseava numa falha administrativa.

Reabertura do processo

Com essas provas, foi formalmente solicitada a reabertura do processo, comprovando que:

  • A apólice foi reativada pela seguradora.
  • O erro na conta bancária não era da responsabilidade da segurada.
  • O sinistro deveria ser considerado coberto.

Após a revisão, a seguradora concordou em reabrir o processo e reconhecer a cobertura.

Situação atual do caso

Até o momento, o processo conseguiu:

  • A aprovação de uma indemnização superior a 25 000 euros
  • O início do processo para o reconhecimento da inabitabilidade
  • A revisão das partidas do continente, devido a um impacto significativo na habitação
  • A análise de um possível subseguro no conteúdo, que está a ser revista para ajustar a indemnização.

O caso continua em tramitação, mas o cenário atual é completamente diferente da rejeição inicial.

O que este caso demonstra

Este caso destaca vários aspetos fundamentais:

  • Um processo pode ser encerrado por erros administrativos, não por falta de cobertura real.
  • Cancelar e reativar uma apólice exige uma gestão correta dos dados
  • Regularizar um recibo fora do prazo não invalida automaticamente um sinistro.
  • A documentação adequada pode alterar completamente o resultado
  • Uma recusa inicial nem sempre é definitiva.

Conclusão

O facto de um processo estar encerrado não significa necessariamente que o caso esteja perdido.

Em muitas ocasiões, isso significa que não foi revisado com o nível de detalhe necessário, especialmente quando existem erros administrativos alheios ao segurado.

Analisar esses casos com calma e critério pode fazer uma diferença financeira muito importante.

O seu caso é semelhante a este?

Se o seu processo foi rejeitado ou encerrado por motivos administrativos e você sempre teve dúvidas se isso foi justo, talvez ainda faça sentido revê-lo.

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