Cliente frustrado falando ao telefone por se recusar a pagar a indenização

Reclamar à sua seguradora não costuma falhar por falta de razão, mas por erros evitáveis na forma de apresentar a reclamação.

Muitos segurados acreditam que «basta dizer o que aconteceu». No entanto, na prática, pequenas falhas — documentais, técnicas ou de enfoque — podem reduzir a indemnização de forma muito significativa.

A seguir, explicamos os 5 erros mais comuns ao reclamar ao seguro, com um caso real ocorrido após a DANA que ilustra perfeitamente por que esses detalhes são tão importantes.

Erro 1. Reclamar sem rever TODA a apólice (não apenas as condições particulares)

Um dos erros mais comuns — e mais caros — é pensar que apenas as condições particulares importam.

Muitos segurados (e até mesmo alguns mediadores) enviam ao perito apenas as condições particulares, sem rever as condições gerais, onde geralmente se encontram cláusulas fundamentais.

Caso real: DANA e abolição do subseguro

Num sinistro derivado da DANA, a perícia inicial aplicou a regra proporcional por subseguro, reduzindo a indemnização de forma muito significativa.

O motivo: o perito só tinha trabalhado com as condições específicas.

Reclamar à sua seguradora não costuma falhar por falta de razão, mas por erros evitáveis na forma de apresentar a reclamação.

Muitos segurados acreditam que «basta dizer o que aconteceu». No entanto, na prática, pequenas falhas — documentais, técnicas ou de abordagem — podem reduzir significativamente a indemnização.

A seguir, explicamos os 5 erros mais comuns ao reclamar ao seguro, com um caso real ocorrido após a DANA que ilustra perfeitamente por que esses detalhes são tão importantes.

Erro 1. Reclamar sem rever TODA a apólice (não apenas as condições particulares)

Um dos erros mais comuns — e mais caros — é pensar que apenas as condições particulares importam.

Muitos segurados (e até mesmo alguns mediadores) enviam ao perito apenas as condições particulares, sem rever as condições gerais, onde geralmente se encontram cláusulas fundamentais que alteram completamente o resultado da reclamação.

Caso real: DANA e abolição do subseguro

Num sinistro derivado da DANA, a perícia inicial aplicou a regra proporcional por subseguro, reduzindo a indemnização de forma muito significativa.

O motivo era simples: o perito só tinha trabalhado com as condições específicas.

Ao rever as condições gerais, verificou-se que a apólice incluía uma cláusula expressa de abolição do subseguro. Após invocar corretamente esta cláusula, a aplicação da regra proporcional ficou sem efeito e o cliente obteve mais de 25 000 € adicionais de indemnização.

Este tipo de situações está diretamente relacionado com como o subseguro afeta os pedidos de indemnização ao seguro, um problema muito mais comum do que parece.

Também estão ligadas à regra proporcional do seguro, que nem sempre pode ser aplicada automaticamente, embora muitas seguradoras o façam sem rever a apólice em profundidade.

Erro 2. Não documentar corretamente os danos desde o início

Outro erro muito comum é confiar que o perito detectará tudo durante a visita.

Na prática, se um dano não for documentado desde o início (fotografias, vídeos, faturas, relatórios técnicos), é muito fácil que:

  • não seja incluído no relatório pericial
  • ser avaliado em baixa
  • ou seja considerado inexistente

Por isso, a documentação inicial é um dos pilares de qualquer reclamação sólida. Explicamos isso em detalhes neste artigo sobre a importância da documentação nas reclamações de seguros.

Uma reclamação bem documentada não discute: ela demonstra.

Erro 3. Aceitar a primeira avaliação sem analisá-la

Muitas seguradoras fazem uma primeira avaliação conservadora, especialmente em sinistros complexos, como:

  • DANA
  • incêndios
  • danos mistos causados por água e lama
  • sinistros com várias apólices envolvidas

Aceitar essa primeira oferta sem analisá-la geralmente fecha a porta para reclamações futuras.

Este problema surge frequentemente em avaliações baixas, onde:

  • itens relevantes são omitidos
  • os prazos de reparação são reduzidos de forma irreal
  • critérios padrão são aplicados sem analisar o caso específico

É um padrão comum que analisamos em profundidade em peritagens em reclamações ao seguro.

Erro 4. Não controlar os prazos nem reagir ao silêncio da seguradora

Quando a seguradora deixa de responder, muitos segurados pensam que não podem fazer mais nada.

No entanto, o silêncio não é neutro. Em muitos casos, é o passo anterior a:

  • uma recusa dissimulada
  • uma redução tácita da indemnização
  • ou o encerramento do processo por desgaste

O que fazer o que fazer quando a seguradora não responde é fundamental para que a reclamação não seja perdida por inação.

Também é fundamental conhecer os direitos do segurado e como fazê-los valer quando a empresa atrasa injustificadamente o processo.

Erro 5. Não pedir ajuda quando a reclamação se torna técnica

Muitos segurados esperam demasiado tempo tentando resolver sozinhos um processo que já se tornou complicado.

Quando surgem conceitos como:

  • subseguro
  • regra proporcional
  • cláusulas especiais
  • discrepâncias entre peritos
  • conflitos entre políticas

a reclamação deixa de ser «administrativa» e passa a ser técnica.

Nestes casos, não pedir ajuda a tempo geralmente resulta em indenizações muito inferiores às que realmente caberiam.

Se já cometeu algum destes erros

Cometer um (ou vários) desses erros não significa que a reclamação esteja perdida.

Em muitos casos, ainda é possível:

  • revisar a apólice completa (gerais e particulares)
  • corrigir a abordagem técnica do sinistro
  • apresentar documentação adicional
  • refutar uma perícia mal elaborada

Aqui explicamos passo a passo todo o processo de como reclamar corretamente danos em residências e empresas.

Conclusão

Evitar esses erros não garante automaticamente que o seguro pagará, mas coloca você em uma posição muito mais sólida para defender sua reclamação.

O caso real da DANA demonstra que um único detalhe mal planeado pode custar dezenas de milhares de euros e que rever bem a apólice e a abordagem técnica faz a diferença entre aceitar uma indemnização injusta ou reclamar o que realmente corresponde.

Este tipo de situações faz parte de muitos dos casos que analisamos diariamente na MataSeguros, ajudando os segurados a reabrir reclamações que pareciam encerradas e a obter indemnizações adequadas aos danos reais.

Aplicaram-lhe sub-seguro, regra proporcional ou uma avaliação por baixo?

Revisamos a sua apólice, a avaliação e a indemnização para verificar se existe margem real para reclamação.

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